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Minha Vida de Pintor / XX

E assim artista, fui mau jornalista, pois ainda que soubesse que Carlos Fuentes era um ótimo escritor e uma pessoa empenhada na libertação do homem, mesmo assim, eu não tinha muito interesse em saber detalhes sobre Fuentes, ou lembrar Fuentes, já que o escritor era eu, o artista, melhor dizendo. Depois, eu não tinha memória, o que é comum aos artistas. Sem memória, escrevi para não esquecer, ainda que nunca relesse nada que publiquei. Depois pintei, como disse, num belo dia. Escrevi pra não esquecer e pintei para não lembrar. Hoje, esqueci a escritura, pinto só, e pintar é como escrever, só que sem barulho. Em resumo: mais um escritor assassinado pela modorra brasileira.
 
Pic nic dos animais / 1989
Como se sabe, aqui entre nós, temos, entre outras, quatro grandes pragas: a Justiça, a Política, os ricos e a Imprensa. Dizem que são os piores do mundo. E a merda, no paraíso, diz-se, é ainda mais merda. A cultura, esta grande vestal prostituta, parece afundar num besteirol sem fim. A arte porcariou-se, proliferam os artistas estudados. Mente-se, transparentemente. Está tudo fechado, escorregadio. É uma prisão sem fim, e eu me sinto numa armadilha pra gambá. Pobre, armadilhado por ser pobre. Sempre foi assim, fui assim, armadilhado na mediocridade da pobreza, na insignificância da riqueza. Lutando qual cachorro batalhas sangrentas nunca quis e nem quero vencer. Resto imobilizado pela injustiça geral, estou quase rezando novamente, aspirando não ser um latino-americano degradado, ansiando por ser pelo menos tão rico quanto a minha arte, a minha obra, a minha vida.
Riqueza.Tiradentes, Mirantão. Em Mirantão fui um príncipe pobre. Perdi os dentes, perdi o úmero. O isolamento absoluto chegou a me fazer feliz. Precisei de quinze anos para voltar ao convívio humano. Depois, num dia de ouro, finiu. Mude-me para Ouro Preto, onde morei três anos. Lembrava-me Salamanca, e cheguei a ser feliz ali. Tiradentes... era uma situação enforcada, suspensa. Uma linda casa suspensa numa linda cidade suspensa. Sem dúvida, o frio me corroía os ossos. Mas aqui sou um grand seigneur pintor. E posso morrer velho e sem dores, terminando meu último quadro, ao lado de Cidinha e meus quatro filhos, e meus amigos que puderem ou estiverem por ali, à espera como eu.
Borboletas no brejo do sol / 1999
Morrer!? Nunca mais. Harvard era como Roma. Uma Pompéia de tijolinhos americanos. Todo dia eu saia de Leverett House, parava para ver a Adam’s House por uns minutos e entrava no Fogg Museum. Era um museusinho muito simpático, com uma coleção de quadros de muito bom gosto, feito com muito carinho. Diziam que os quadros da Wertheim Collection eram impressionistas e, se Harvard dizia, é porque era. Vinte vezes entrei no Fogg Museum e vinte vezes fiquei pasmo, e, sobretudo porque não me lembro de mais nada. Vi os pré-rafaelistas, as artes da idade média, as telas de Picasso, os lindos pintores americanos do passado. Sei que eram quadros maravilhosos de artistas maravilhosos e que senti muito prazer e admiração quando os vi e revi, por tantas vezes, tantos anos depois. Talvez tenham me marcado para sempre, mas eu não me lembro de nada. E espero não frustrar meus queridos leitores, pois prometo recordar mais a frente, se puder, alguns destes quadros hoje perdidos na minha imaginação. Lembro-me de uma aquarela de Sargent, representando duas moças bonitas com seus vestidos bonitos... Mas, por hora, vivamente, somente me lembro dos jovens americanos dançando como uns loucos por sobre os túmulos dos heróis da Independência Americana, numa bela igreja de mogno, vermelha por dentro, e de tijolinhos por fora. Bebiam apenas suco de laranja. Lembro-me das heras maravilhosas que subiam frescas pelas paredes multisseculares da universidade e revejo o Charles, os ricos canoeiros que iam pra lá e pra cá e a Boston Pop's, às margens do Charles. Era rico namorar ali. Trazíamos os cobertores e tentávamos atrair para debaixo das cobertas alguma menina achada ali mesmo, o que às vezes acontecia. Fora um dia ensolarado, uma esplêndida tarde de verão. Inspiradíssimo, diante da frescura e beleza da tarde, e da platéia numerosa e aconchegada debaixo dos cobertores, Arthur Findley imitava com a boca o mugido de um elefante, por exemplo, ao anteceder a parte do elefante na sinfonia de Sans-Saens. O público delirava. Jamais esquecerei daquele maestro maravilhoso, sensualíssimo, lá longe das cobertas, mas ao mesmo tempo ali perto dos nos nossos corações de meninos. Era muito lindo. E tanto que já no segundo acorde de O Carnaval dos Animais eu já estava perdidamente apaixonado pela mocinha de óculos de lentes grossas do Kentucky, que eu tinha com muita sorte atraído para o meu cobertor. E aqui faço um parênteses entre nós e eles. Eles eu nunca entendi. Às vezes parecem com os chineses, exageram nos beijos, uns pra mais e outros pra menos -, parecem ter o corpo de marfim, lindo, aparentamente frios. Ainda que para nós um minuto de amor possa significar uma eternidade, para eles é um mero approach. Junte tudo isto e tudo mais o que não sabemos e temos muitas diferenças, mas, o que pegou mesmo, foi que findo o concerto eu quis pagar-lhe o bilhete do metrô e aí, danou-se, a menina, chamava-se se não me engano, Betsabah, virou uma onça das antigas montanhas do Itaguaí carioca e, empancou. Ora, seu Oscar, uma menina do Kentucky... chamava-se Patrícia Bildner, uma linda mulher, de Mass., se não me engano. Humana, inteligente como ninguém um dia me disse, e lá se vão quase cinquenta anos, que o problema do Brasil estava no campo. Patrícia e Mildred Sage, essa um colosso de solidariedade, junto com Betinha, uma gracinha de animadora, dirigiam um programa de seminários para estudantes brasileiros em Harvard. Era por muito pouco tempo, mas eu fui duas vezes. Patrícia era tão bem quista que um dia em Washington, de um orelhão, ligou para Robert Kennedy, que veio nos receber dirigindo ele mesmo o seu carrinho elétrico, e nos conduziu ele mesmo até o seu escritório, onde disse um monte de batatinhas. Assim, eu, Patrícia Bildner e um colega que há muito não vejo, o Ronaldo Chaer do Nascimento, tivemos o prazer e a honra de termos como chofer Robert Kennedy. Um dado macabro -, dois meses depois ele foi assassinado. Jamais esquecerei aquele homem distante, com aquele mundo pesado nas costas, mas que dirigia muito bem o seu gracioso e super-privado carrinho pelos longos túneis do Anexo do Congresso Americano. Felizmente Patrícia era linda. Um dia, voltando com ela de Teresópolis para o Rio, no volante do meu fusquinha novinho que eu havia ganhado num sorteio de um consórcio (depois conto mais) desci a serra feito um louco, a mais de 100 e até 120 por hora, nas retas, pelas curvas, uma loucura. Ela, rica, poderosa, mãe de filhos maravilhosos, não disse uma palavra, portou-se como uma brava e, ato contínuo, eu me apaixonei por ela. Uma platonice aguda. Pois o que lá ia eu fazer com uma mulher daquelas, casada com homem sensível, cheia de quadros de pintores famosos em sua linda casa do Morumbi, casa de arquiteto, com longos corredores e imensas paredes para quadros. Naquela época eu ainda não era pintor. Mas amava a idéia da pintura. Não sou como hoje um chato que quase não gosta de nada e se enternece demais quando vê um anjo. Não, o simples fato de alguém ser artista para mim já bastava para que eu o endeusasse, e ainda bem, pois raramente gostava do que faziam. Mas comprava. Talvez ali estivesse uma Ascensão de Tintoretto que meus olhos embaçados de redação não viam. Quem sabe? Comprava quadros, queria ser rico. Imaginem. Ficar rico comprando quadros. Bem melhor era pintá-los. Sim, eu já os pintava, mas não era ainda pintor. Ser pintor, bem melhor que pintar. Pintar... os campos de Harvard, uma boatscape no Charles, ouvir novamente um concerto de amor e tomar um chope em Harvard Square. Meu Loeb Theatre. Tive um flirt ali,  uma morena da Costa Rica, muito talentosa. Todo dia ia lá. Fiquei conhecido rapidamente, tive acesso livre nos camarins. Harvard possui as mais belas lojas de roupa masculina e eu comprei camisas maravilhosas para que ela se apaixonasse por mim. Belo macabro. Ao lado do teatro tinha um cemitério muito belíssimo, muito antigo, e eu a beijei ao luar, atrás de uma pedra de túmulo. Era lindo o Fogg com as luzes acesas, era lindo de dia também, a luz do outono. Vi aquilo desde cima. Bernard Taradash, o meu pai americano de Fall River, levou-me para passear de monomotor, um aviãozinho de quatro lugares que fazia muito barulho e voava baixo -, a linda Mass. O meu campo de golfe, o primeiro supermercado, a fazenda de Mrs. Luther... um dia, na verdade este cômico fato se deu, numa recepção festiva, já no meu segundo dia nos Estados Unidos, eu ainda tonto da viagem, e aquela multidão de vozes em inglês, todas falando ao mesmo tempo, enfim, ao meu lado, sentado numa daquelas cadeirinhas brancas de varanda que balançam e que se vêem nos filmes, estava a Sra. Luther, uma alemanzona já de idade, de cabelos azuis e que vim a saber depois era wrasp ( branco, republicano, sulista e protestante), e que repetia insistentemente no meio do vozerio: " I’m a descending of Martin Luther.” "Because we came from Martin Luther”. E era tanto Martin Luther pra lá Martin Luther pra cá que a um certo momento eu disse: Oh Yes, Martin Luther King”. Mrs. Luther ficou indignada e eu sumi da Nova Inglaterra. Explique-se que naquela época Martin Luther King era o nome mais ouvido no mundo, pois vivíamos as lutas pelos direitos civis e, ora bolas, como ia eu me lembrar de Martim Lutero, o reformador protestante? Deixei New England pouco depois, sem que antes porém visitasse Tanglewood, em companhia de Timothy Leary, o guru trans-psicodélico. Mas isto eu também fico devendo. Um concerto com Leary, em Tanglewood. Berstein regia. Compramos umas nectarinas, uma fruta que os americanos tinham acabado de inventar e fomos nos sentar sobre um chorão junto a um lago gracioso, pros fundos das bandas do norte. A concha ficava a uns três quilômetros de onde estávamos, mas um sistema de alto-falantes escondidos nos permitia ouvir o concerto em qualquer lugar do parque. Leary, uma mocinha que perdi o nome e Patrícia, ali nos sentamos e esperamos por Julian e Judith Malina, os criadores do Living Theatre, que vinham de Nova Iorque para nos encontrar ali. Como demorassem a chegar, Leary propôs, imagino que em minha homenagem, que acendêssemos um baseado. Feito e aceso e quase todo fumado guardamos a guimba como bons moços. Bernstein era maravilhoso. A distancia podia-se ver como regia pela maviosidade, precisão e arte de suas palavras sonoras, na verdade a Quinta Sinfonia de Beethoven. Insaciável Leary e sua namorada que perdi o nome, queriam que tomássemos umas pílulas, que ao que entendi tinham acabado de inventar e, pensando eu tratar-se de uma outra nectarina, pequenina, tomei a pílula, ou melhor, chupei, pois assim me mandaram fazer. Sei que conversei com um pé de morango diante de um plátano. Mas, felizmente, não me lembro o assunto. Esqueci profundamente Beethoven, a ponto de ainda me surpreender com a maravilha da sua Quinta, sempre que a ouço. Ouço e me lembro. As ondas em Cape Cod. New Bedford. Gloucester, que tínhamos que chamar de Glouster, enfim, rapidamente aquilo foi tudo passando, passou New England, passaram as igrejas vermelhas de mogno do Brasil. Só ficaram os amores e os impressionistas. Ainda bem que eu sou impressionante. Julian e Judith não compareceram. Vim  reencontrá-lo em Ouro Preto, mas esta é uma outra história.
Brejo Azul / 1999
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