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Minha Vida de Pintor / LIX

Pernilongos são piores que vespas (mesmo as que desmentem a bondade de Deus, ao procriar vespinhas pra devorar as entranhas da fadada lagarta). Ainda bem que não foi ele, Deus, o criador, e sim ela, a malamada natureza. Picado, sugado, sou um reles mamífero. Minha dignidade caput. Tento matá-los, sem pena, em legítima defesa, revidando desproporcionadamente. Durante 30 anos foi o único animal que matei. Digamos. Matei outros, mas durante este 1/3 da minha vida não comi bicho nenhum. Matar, só pernilongo. Diabólico ser (mas na frente explico porque), melífluo, muito inteligente, e que me estraga os prazeres, quando charfundo nos pântanos em busca de alguma beleza, cedo pela manhã, ao meio dia, ao ir-se da tarde, quando busco a luz que já não existe na paisagem que preciso inventar e...eis que eles me picam. Sem cerimônia. Saibam os senhores, que a vida de pintor andante e caminheiro como a minha, me leva aos belos lugares, quase sempre ermos mosquitais. Foi assim desde criança. Picaram-me os da Tijuca, os do Encantado, os de Ipanema, os de Coroa Grande, os de Mangaratiba, Angra dos Reis e os da Ilha Grande. Depois os da Bahia arrasada. E do Mirantão criminoso... E por acaso, existiria praia mais linda que a Ferradurinha de Búzios? ...só as de Minas, as que pus nas montanhas e serras. Conheceria os senhores ilha mais grande que a Grande? ...onde um dia comprei as ruínas do entreposto de escravos de Chico Rica, o maior mercador de escravos da baía de Angra dos Reis (devo-lhes também esta história). Anos depois, percebi ter Mário Peixoto incorporado Chico Rita. Impossível. Brigitte Bardot talvez possa esclarecer alguma coisa. ... Mas vá passar uma noite estrelada no Saco do Céu da Ilha Grande. O infernal! À noite, as estrelas na água preta e parada, espelham-se, e pode-se ver a Via Láctea sem cansar o pescoço, olhando para baixo -  e ver o céu em seu esplendor. Um dia, de tanto andar e tropeçar, fui dar no iate de um tycoon da imprensa brasileira (que me recuso a citar), ancorado, ao entardecer, exatamente no Saco do Céu. Um perfeito saco para abrigar piratas. Secreto, inacessível... Cheguei a tempo de ver o mordomo tirando-lhe o traje de mergulho, desarmando-lhe o arpão, ele imóvel, e ainda mais fantástico, vestir-lhe por completo uma roupa trivial. Pois bem. Neste exato momento, al di lá de todas as câmeras, baixou-nos uma estreladíssima nuvem de mosquitos, "pernilongos” - e "pólvoras”, um outro mosquito famoso, arquidiabólico. Arqui e abundante ali. Isso. O difícil em não se acreditar em Deus é que o Diabo vem junto, ou seja, descrido Deus como descrer do Diabo. Ora, também nele já não creio. Ou seja, nem Deus nem o Diabo, já dizia Glauber Rocha. Vade retro! ...Quando comprei a Ponta das Palmas da Ilha Grande, incentivado pela minha esposa na época, a bela Katrine Hepburn, o fiz através de meus amigos, o diretor de teatro, já citado, Martin Gonçalves e o inusitado cineasta Mário Peixoto. Mário, cujo famoso filme "Limite” eu só vim a assistir muitos anos depois, era nosso vizinho, e vivia na Casa do Pirata, um lugar paradisíaco, transparadisíaco até, muito modestamente e elegantemente. Pobre como um príncipe. ...Tinha uns ferros domésticos e umas pedras antigas, lindos jarrões de pedra, , lavrados, certamente levados das minhas ruinas, ou melhor, das ruinas do Chico Rita. O Pirata venceu o Mercador de Escravos. ...Mário dizia que a simplicidade era caríssima. E ninguém melhor do que ele para sabê-lo, pois ali, à época, já vivia por uns bons trinta anos. Pobre como um príncipe. Ele mesmo ia de canoa até o litoral, comprar umas alfaces, que portava no gelo, remando e revezando com um camarada, por aquelas largas duas milhas que separavam a continental ilha do continente propriamente dito. Dava festas memoráveis. Inesquecíveis. Espalhava a prainha de lanternas chinesas. Jardim de Delícias. Vestia os rapazes pescadores do Abrahão em libré-caiçara, uma mistura inventada por ele e que poderia ser descrito por grandes chapéus de pescadores, calças curtas de caiçara e lindos corpos bronzeado de sol. Acendia-se tochas... e mesmo assim, ou talvez por isso, os já citados "pólvora” baixavam sem piedade sobre nós, e em especial, sobre mim, vampiro robusto e de luvas brancas. Numa destas festas a atriz (de maravilhosa trajetória) Norma Benguel foi tão picada que tive que massageá-la, suar-lhe uns óleos e beijar-lhe a boca, para que relaxasse. Em outra, o grande cenógrafo, já re-citado, Hélio Eichbauer, que havia inventado um praticável luminoso para a festa, onde iam se apresentar jovens músicos da região, foi de tal ordem castigado que o cenário não saiu. Sorte ser só de luz; ou seja, de tão inexiste, nem foi montado -, um verdadeiro prodígio. Picadíssimo, hospitalizou-se num dos quartos da famosa Casa do Pirata e ninguém mais o viu ou soube. Outro fato ligado a pessoas valorosas neste episódio dos mosquitos da Ilha do Pirata, e que não assisti mas soube, foi que a uma certa boa altura de uma destas festas (de freqüência trimestral, mais ou menos) apareceu nada mais nada menos que Brigitte Bardot. Imaginem. Eu já estava deitado. Não esperei por ela. A vi, deslumbrante, no dia seguinte, pela manhã, brincando com o pezinho direito na água mansa da praia, como que ensaiasse um filme, ou soubesse que eu a olhava e quisesse me seduzir, o que aliás fazia, pois Mário Peixoto, depois do "Limite" não fez nenhum outro filme, como se sabe, mas escreveu um outro roteiro, se não me engano, Maria da Praia, chamava-se, onde dizia que só deixaria ser filmado com Brigitte Bardot. Não entendo porque Brigitte não filma hoje esta história, a de uma velha prostituta na praia... que se santifica, no bom sentido, por exemplo, não comendo os peixes. Seria mais que uma coroação, uma celebração, para mim e para ela, eu um velho cafetão, ela o demorado crepúsculo das prostitutas. Todas as nossas avós foram putas extraordinárias - eu escrevi isto um dia. Devia estar louco.  Neste mundo equivocado, só as putas são santificadas. Grandes mulheres. Mas... voltemos às pólvoras secas, que me sugavam o sangue, e antes dele a minha gordura, os meus líquidos energéticos, hidratantes, meus ácidos, minhas memes, meus fótons, quantas, etc e ainda põe ovos larváticos em mim. Custo a acreditar. Teria sido a evolução natural assim tão cruel ou seria aquilo obra de Deus? A saber: seria a arte, que cria a vida, também equivocada, lenta e cruel? ...melhor ter sido Deus ou o Diabo ...Uma vez, em Mirantão, esquecido do mundo, peguei uma berne (para quem não sabe trata-se de um ninho de mosquinhas que as mesmas põe, preferivelmente na pele do gado) e fiquei meses com o calombo crescendo, até que um dia alguém me disse. "Credo, o senhor está com berne aí na cintura”. E ato contínuo tirou com um canivete o horrendo ser de dentro da minha epiderme, já aninhado e procriado com centenas de filhotes, que me comiam vorazmente, tamanho o calombo. Não, não são esses bichos minúsculos que nos devoram depois da morte, os que me assustam. Que me comam! Já não sou mais eu lá, e consola-me saber que mesmo morto sirvo pra alguma coisa. Adubar, portanto, não é o que me assusta. Repudio a cremação. E não pense que eu sou flebizado, nada disso. Sou membro há mais de 30 anos da Sociedade Internacional de Proteção aos Ratos, centenária organização sediada em Paris, a que me associei um dia por pura paixão, e que porisso permaneço associado... pois, como era de se esperar, perdi, também, a fé nos ratos. Nossa justificativa é simples: O homem criou a sarjeta, e a sarjeta criou o rato. Este rato que hoje existe é uma criação humana, nem de Deus nem do Diabo, das plantations e das sarjetas. Mas, errôneos como a natureza, praticamos, não eu, mas o homem, um raticídio generalizado para conter os (invencíveis,ufa!) ratos que cria. Nossa sociedade tem publicado vários compêndios sobre o prodigioso ser que criamos. Sabê-lo, tem nos retratado e espelhado. Ratos e Homens -, John Steinbeck disse. Quero falar, no entanto, do diabólico ser citado acima e já recitado. Primeiro: o diabólico não existe. Segundo, existe, e são os mais terríveis equívocos da natureza e do homem. o micuim, o capelão do Diabo. O micuim, pra quem não sabe, é um carrapatinho quase microscópico, marronzinho, que morde e chupa muito dolorosamente, e por sete dias não se sossega de tanta coceira. Sem remédios, sete dias de coceira, desconcentração e dor. O culpado? Nem Deus, nem o Diabo, e nem a Natureza e nem o homem. O culpado é o Prefeito de Tiradentes, o distinto Prefeito Pinto, que não tira os cavalos, os cachorros, os gatos das ruas da cidade. E cria ratos, sem peixes, nas praias do Ribeiro de Santo Antônio. Amante do campo, sou mordido por micuim até na cidade, pois está tudo infestado. Falam que é também falta de chuva, mas...isto seria uma solução radical, e não o problema. Fico pensando na consciência, celular-mater do pintor, e me intriga saber se estes pobres animais, os ratos, sentem pelo micuim o mesmo que sinto. Mosquitecida.  Deixa andar. A consciência é a pintura das realidades. Devo voltar a elas. A Fundação está fundada, três telas brancas me esperam há um ano e meio.
A Fundação Oscar Araripe, na Ladeira da Matriz, de Tiradentes, Minas Gerais / 2007
Tarde linda, muito ensolarada em Tiradentes. As nuvens, muito brancas durante o dia, agora são abóboras, carmins-clarinhos, laranjas, só por poucos minutos. Os sinos tocam. Alguém morreu. Aqui, nesta cidade de pedra doce, vive-se a morte diuturnamente, intimamente, na calada do dia e da noite. O alto-falante da Matriz anuncia os mortos, dia sim dia não, às vezes todos os dias -, mas às vezes não morre ninguém. Uma música clássica e solene faz sempre o fundo... Difícil é morrer duas pessoas no mesmo dia. Morre-se mais nos dias de chuva. No Inverno, mais ainda. Morrem os velhos no Inverno. Sorte que acabou o Inverno. A população aumentou muito nas últimas décadas. As mortes também. Hoje, em verdade, morre-se todo dia. Vivendo-se ou não, literal e literariamente falando, cada dia é um pé na cova. Diferente, portanto, muito diferente destas cidades que estão sendo bombardeadas pelo mundo, especialmente no Oriente Médio. Não imagino maior terror que este. Uma bomba que de repente explode na sua vizinhança, não o mata mas fica na sua cabeça, para sempre. Ou então lhe leva a mulher, os filhos, os netos, vizinhos, amigos, combatentes. Erra Israel, Davi, por ocupar as terras dos vizinhos, e por não saber conviver com eles -, mas também o povo de lá está tão armadilhado como o de cá. Muito pior são estas potências impotentes que o armam. Que "grandeur” tem hoje a França? Pálido reflexo, fingimento. A Rainha!? Já nem dorme com os atentados. Seis piratas dominaram por fim os corsários de Sua Majestade. Tristão ensinou o caminho. Os conquistou com cinco confederados. Tomar, ou melhor, recuperar o ouro dos ingleses - devem ter pensado. Restam as guerrilhas, dizia ele, fabriquemos arcos e flechas. A China? Estou abismado com a China. Como regrediu assim tanto? Deixou de ser chinesa. Outra vez. E isto nunca dá certo. A Rússia, pobre Rússia, andou cem anos pra trás. Mesmo já atrasada cem anos, andou cem anos pra trás. Ambas perderam o Porvir.
Mas, que belo mundo sem fronteira, e eu por ele andando, namorando, vendo, fechando os olhos e pintando. Pintando expressões. Num mundo sem mosquito. ...americano, de Monterrey. Lindo lugar. Oito horas dirigindo a 140 km por hora por um imenso alcachofral. Alcachofras e mexicanos. As montanhas ao fundo, na costa do mar. Paro o carro no Big Sur. Guardo o que vou pintar. O Cipreste Solitário. The Lonely Cipress. Que belo clichê. Que importa, ali todos os ciprestes são solitários e ademais pintá-lo é tarefa de qualquer pintor, grande, médio ou pequeno. Se a solidão viver é um bom quadro. Morar no Farol de Piedras Blancas. Pintar uma antiga escola pioneira e abandonada, inapercebida, em San Simeon, onde os turistas comem pipoca doce com macadame. Eis o Hearst Castle, e sua bela piscina, ao fundo de um morro de videiras. Fi-lo nanico, no meio de um imenso vinhedo. As pedras no mar. Mar a mar vai vencendo o mar, nesta luta pela terra. Em Carmel, um pássaro preto, do tamanho de uma sabiá, come...batatas fritas, caídas de uma lata de lixo. Pergunto: O que faz o homem na costa californiana do Pacífico, terra de mamíferos marinhos? ... John Steinbeck foi uma outra minha grande paixão. Sorvi nele tudo que pude. Soube dele por James Dean e Julie Harris, em A Leste do Éden. Li As Vinhas da Ira, alguns contos, novelas. Os seus, eram pais tão poderosos que resultavam em nos ensinar a lutar contra os deuses e, por extensão, contra o Deus dos deuses. Um dia os pagãos, estes sim ressuscitarão, mas para morrer de vez. Vai ser bom, o mundo sem religião. Rabidranat Tagore dizia que a religião do poeta era a Beleza e a Unidade. Vejo beleza, vejo unidade, mas não vejo religião. Tudo que vejo vira, sou pintor. Os templos pagãos serão restaurados em seu esplendor, mas só por instantes. A realidade, contudo, vespa cruel, é um mosquito atormentante, um micuinzinho marrom. Balbaack está indefesa. No Líbano, em Israel, no Iraque, na Palestina as bombas caem nas pessoas e seus patrimônios, casas e sonhos. Vejo feiúra e desunião. Vide a Segunda Guerra. O filho matando o pai. Os Alemães bombardearam Guernica. Depois os Estados Unidos arrasaram com a Alemanha. Foram ainda mais descomensurados no Japão.  Morte, Miséria. Homens e Homens. Não, não vejo ratos. Vejo guerreiros covardes! Fazem guerra de avião, jamais no corpo-a-corpo, como Saladin, o conquistador de Jerusalém. Saladino conquistou e saiu de Jerusalém porque quis. Enfim, não nos pagam os royalties e usam o avião de Santos Dumont, o pai e a mãe da Aviação. Escudados, nas alturas, pilotam os aviões de Santos Dumont, o corajoso pai, a nossa mãe coragem da Aviação. Bem, dizem que perde o soldado que tem mais medo. Quanto mais tecnologia, mais medo. Corajoso foi Santos Dumont, que se matou e não se suicidou. Era um outro tipo de combatente. Previu os aviões dos covardes, e se matou -, afinal não volteara a perigosa torre de Paris, naquela manhã tão radiosa, para isto. O avião, este sim, seria para o homem voar, enquanto não voasse ele mesmo sozinho (minha maior esperança). Simples. Voar. Simples como pintar.
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