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Murilo Mendes por Oscar Araripe

Memória de Murilo

 

Oscar Araripe / abril de 2016

Murilo Mendes por Arpad

 

Um dos meus tipos inesquecíveis -  senão o mais inesquecível -,  foi Murilo Mendes, o poeta, o memorialista, o crítico de arte, o professor de literatura brasileira e portuguesa, o meu amigo de Roma.

Altíssimo, magérrimo, encurvado de tanto ler e escrever e suportar as agruras do mundo, mãos grandes, sem fim, finas e de pele fina, nariz e testa notáveis, olhar meiguíssimo, sempre de terno e gravata, fala mansa, pausada, um quê constante de irritação, mui atencioso e gentil.

Eis um pouco do Murilo das suas memórias em Idade do Serrote, 1968 e de sua consciente e constante preocupação em Contemplação de Ouro Preto, 1954 - e o vencedor do Prêmio Internacional de Poesia Etna-Taormina, 1972, o maior da Europa.

Contextualizemos: o reencontrei em 1965, por acaso, passeando na Piazza Navona. Todo o meu diretório, eleito, do CACO, o Centro Acadêmico da Faculdade Nacional de Direito, tinha sido cassado e suspenso e estava sendo perseguido pela Ditadura. Assim, precisando sair do país, consegui uma bolsa de estudos em Jornalismo, na Universidade Pro-Deo, de Roma. Ao mesmo tempo, fazia um free-lance para o Jornal do Brasil e para a revista teatral Palco e Platéia, uma publicação muito importante do teatro de resistência, à época.

Como era encantado pela poesia de Cecília Meireles e Manuel Bandeira logo me apaixonei pela figura e a obra de Murilo. Devo dizer que Murilo me fisgou primeiro por sua personalidade, depois por sua obra, muito sofisticada e de apreensão difícil. Mas, belíssima e muito original. Obra grandiosa!

Eu morava na pracinha de Santo Eustachio, ao lado do Panteão de Agrippa, a uns 10 minutos a pé da casa do Murilo, na Via del Consolato 6. No meio do caminho, a Piazza Navona, um dos lugares mais encantadores que conheci. Nela, a Embaixada do Brasil, no belíssimo Palazzo Doria Pamphili, construído entre 1644 e 1650 por Girolamo Rainaldi. Lindo, repito, mas nada amado, nem por mim nem por ele, pois ali morava o Embaixador da Ditadura. Conta-se que a Sra. Pamphili, parente do Papa Inocêncio X (Giovanni Battista Pamphili), se divertia atirando flechinhas envenenadas do alto de seu palácio nas pessoas que representavam as batalhas marítimas então encenadas na Navona inundada. Ou seja, a Embaixada Brasileira em Roma, nos tempos da Ditadura, por paralelismo, me lembrava o tempo todo esta história terrível de crueldade...

Mas, recordo muitos momentos felizes com Murilo, às vezes com sua mulher Saudade, nas manhãs e tardes que gozamos na Piazza Navona. Maria da Saudade, de nome tão portuguesamente belo, era filha do grande historiador português Jayme Cortesão. Vivia num ambiente intelectual, riquíssimo, por origem e pela vida com Murilo... mas, lá pelas tantas, no meio das intermináveis conversas, chegava-se às nossas mulheres e as convidava para um tour de comprinhas nas lojas de grife de Roma. Uma vez Murilo me disse que se apaixonou pelos braços e mãos de Saudade, antes mesmo que por ela, pois, neste dia de epifania romântica, em Cascais, na piscina do Cassino, em Lisboa, viu uns braços e umas mãos que nadavam e, zás, se apaixonou perdidamente.

Nosso Murilo se irritava profundamente com os carros nas ruas de Roma. Achava um absurdo que ruas tão estreitas, feitas para as pessoas andarem, estivessem entulhadas de carros. Um dia me disse que Henry Ford, o inventor do moderno automóvel, passaria para a História como o Inimigo Público nº 1 da humanidade. Imagine se vivesse hoje...

Às vezes nos sentávamos num banco da praça, por um bom tempo, conversando e se deliciando com o doce e vivaz rumor das águas que jorravam daquelas cascatas de fontes maravilhosas, imponentes ornamentos daquele local paradisíaco. A Piazza Navona é sem dúvidas o maior orgulho da Roma barroca, com elementos arquitetônicos e esculturas de mestres como Gian Lorenzo Bernini (A Fonte dos Quatro Rios), Francesco Borromini e Girolamo Rainaldi (Chiesa di Sant'Agnese in Agone, em frente à fonte de Bernini) e Pietro da Cortona (autor dos afrescos da galeria do Palazzo Pamphili). A lenda sugere que havia uma suposta rivalidade entre Bernini e Borromini, o que deve ser verdade. Pois ali estavam: os magníficos quatro grandes rios da Terra, o Amazonas entre eles. E também a linda Fontana del Moro, esculpida por Giacomo della Porta e retocada por Bernini, e a Fontana del Nettuno, de Gregory Zappala e Antonio Della Bitta. Belíssima. Era a minha preferida. Estava tudo ali: o mundo das águas fluviais de Iansã e o universo-oceano de Netuno.

Ambos gostávamos de visitar a Igreja de Santa Agnes e comentar o martírio da santa. Uma história terrível: um centurião romano invadiu uma catacumba e estuprou uma virgem cristã, imediatamente santificada por Deus, ou Jesus, não me lembro bem. A história era banal mas notável era a expressão de êxtase no rosto da moça após o estupro, um misto de santificação e prazer, não ficando muito claro qual dos dois estados predominava, talvez ambos. Pecado! Era mais, muito mais que isto: era a grandeza da arte da imagem. Quanto mais silenciosa mais dizia... 

Outras vezes ali almoçávamos ou tomávamos um simples café, se é que aquele maravilhoso café pudesse ser chamado de simples... às vezes, mais raramente, almoçávamos. Murilo só comia fileto de tachino, ou seja, peito de peru. Mas não abria mão de saber o que constava no cardápio. Como eu, detestava ler menu, de modo que Saudade, que era mulher sabida, lia e anunciava mais ou menos, sem honestidade, os pratos oferecidos. Assim: ia lendo um por um, com voz baixinha, até que chegando ao fileto de tachino o anunciava, em voz alta, olhando pro Murilo, que balançando a cabeça, o aceitava, como que quisesse se livrar daquele tormento de escolher o que comer. Ou seja, era um homem que não ligava para as mundanidades, me parecia. Seu gosto era mozartiano (ele adorava Mozart, como um deus genial, um deus ainda mais elevado que o próprio Deus, às vezes eu imaginava. Um deus menino, a serviço da arte, que a tudo redime e dá direção). Cristão fervoroso, mais cristão que católico, ia a missa e se comungava. Mas, à sua maneira. Minha impressão era que seu catolicismo partia da beleza e seu cristianismo era arcaico, no sentido de original, pobre, pleno de fé, de amor ao próximo, sendo o próximo o mais pobre, o mais oprimido, o mais injustiçado. Um cristianismo da Pessoa. Sendo eu militante da Ação Popular (AP), que unia o marxismo ao cristianismo e estudava o personalismo, era uma satisfação encontrar em Roma alguém que conhecesse tão profundamente o bom cristianismo como ele.

Belo Murilo. O conheci no Rio, na Casa de Rui Barbosa, apresentado pelo diretor de teatro Martin Gonçalves. Anos depois, já em Roma, o procurei, depois de um reencontro acidental, como disse, em plena Piazza Navova, aonde ia diariamente tomar meu café da manhã, geralmente com um supli de arroz frito, o mais barato que podia pagar. Ele me reconheceu, ficou feliz, pois gostava muito de Martin Gonçalves, e logo estávamos falando de arte, especialmente sobre pintura, para nós a rainha das artes, embora ele amasse muito a música clássica e a escultura, como eu, que à época, não era ainda um artista profissional.  Por três anos o frequentei. Tinha uma grande mágoa do Brasil. Há quinze anos fazia o papel de adido cultural de fato do Brasil na Itália, como professor de Literatura brasileira na Universidade de Roma e, mesmo assim, jamais ganhara um tostão do governo brasileiro. Nem nenhum reconhecimento oficial.  Todo artista ou intelectual de projeção, ou não, quando em Roma, o procurava. Nesta época Murilo já era o maior crítico de pintura da Itália. Sua casa tinha um quadro de Bartolomeu Murillo, o célebre pintor barroco espanhol (Uma Madona amamentando, com um jato de leite esguichando dos belos seios  direto na boca do Bambino Gesù. Imaginem!), telas de Capogrossi, Morandi, Miró, Arp, Vieira da Silva, Arpad, Braque, Magnelli, De Chirico, Max Ernst, Roualt, Picasso e outros. E alguns brasileiros, como Guignard, Ismael Nery (seu grande e talvez maior amigo), Cícero Dias, Volpi, Di Cavalcanti, Da Costa, Portinari. Entre todos um pintor maravilhoso que me transtornou, chamado.... Turcato, Gino Turcato. Que pintor maravilhoso! Nunca tinha ouvido falar dele, nunca mais ouvi falar. Enfim, era linda, importantíssima, a pinacoteca de Murilo Mendes e Saudade Cortesão. Toda formada por telas presenteadas ao casal pelos seus artistas amigos e admiradores.

Murilo gostava particularmente de passear por Roma, sentado no andar de cima de um ônibus circular que ia do Vaticano pelo Trastevere e depois voltava pela Piazza Veneza até Piazza di Spagna, e dali à Piazza Argentina, onde saltávamos e completávamos a percurso a pé, pois Via del Consolato era bem perto dali. Sentávamos na última fileira para não sermos incomodados e, acreditem, íamos comendo goiabada cascão e admirando as belezas de Roma, e das romanas, pois Murilo apreciava ver moça bonita, como eu, obviamente. Adorava goiabada cascão, de Juiz de Fora, preferivelmente; de modo que arte e goiabada, logo aprendi, podiam combinar muito bem. Mesmo em Roma.

A frente de seu apartamento, no mesmo andar, morava Audrey Hepburn com seu marido psicanalista. Como eu, talvez até mais que eu, Murilo era apaixonado por Audrey Hepburn. Quem não era? Sabia mais ou menos as horas de saída da linda atriz de nariz afilado e meigos olhinhos negros e, de quando em quando, esbarrava “acidentalmente” com ela. Uma vez assisti a um desses encontros. O marido estava presente. Murilo a cumprimentou e o marido respondeu agradecendo, por ela e por ele, como era costume na Itália. Não ouvimos a voz de La Audrey, só tivemos-lhe o sorriso. Ela se vestia elegante, parecia um biscuit, dir-se-ia poder quebrar-se tal a magreza e o tecido fino de sua pele muito branca. Tinha ganas de tê-la pra mim, solitário estudante que era naquela Roma da contestação e do eterno romantismo.

Anos depois, o mesmo Martin Gonçalves me deu um retrato a lápis do Murilo, feito pelo Arpad Szenes, que guardo em meu quarto, junto à cabeceira, como um tesouro. Nele vêem-se suas longas mãos, a curvatura de sua coluna, seu alto corpo magro, o grande nariz para os céus. Bravo Arpad! A grande atriz Maria Fernanda contou-me que os artistas brasileiros quando estavam sem dinheiro e viajando pela Europa iam visitar a pintora Vieira da Silva e seu marido, Arpad, no Vale do Loire, nas proximidades de Paris, e como eles ficassem muito satisfeitos com as visitas, pois gostavam muito do Brasil, país que os havia abrigado no exílio da Grande Guerra, davam de presente ricos originais de suas obras que, depois, se precisassem, podiam vender e pagar suas caras viagens. Meu retrato de Murilo era um destes presentes. Dado, acabou comigo, também presenteado. Nada melhor, pois gostava muito da linda pessoa, da irreverência e da elegância de Murilo. Ele acreditava num Deus inacreditável. Amava tudo que era moderno. Escreveu e viveu como um gênio, talvez por isso o Brasil o abandonasse. Mas sempre estive com ele. Como Roma, acho que Murilo é eterno, a despeito deste Brasil que não queremos e que já não suportamos.

 

 

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